O Bosque do Alemão foi criado em Curitiba e inaugurado em 1996, em uma área que pertencia à família Schaffer, para homenagear os imigrantes alemães que contribuíram para a cidade a partir de 1833. O parque de 38 mil metros quadrados, localizado no bairro Vista Alegre, une natureza e cultura alemã por meio de monumentos como o Oratório Bach, a Torre dos Filósofos, a réplica da Casa Mila e a trilha da história "João e Maria".
Fauna: Morcego, gambá, sabiá, beija-flor, pula-pula, bispo, limpa-folhas.
Flora: Canela, espora-de-galo, guabiroba, açoita-cavalo, Miguel- pintado, timbó, pitangueira, paineira e algumas espécies introduzidas, como o pinus.
Portal (Casa Mila), Casa Encantada (ou Casa da Bruxa, biblioteca infantil), Caminho do Conto (trilha Joãozinho e Maria, asfaltada), Oratório Bach (sala para concertos clássicos), Memorial Alemão, Torre dos Filósofos, mirante Casa de chá (Bistrô da Erika), lanchonete, sanitários (inclusive para PcD).
As instalações e elementos contidos nos 38.000 m2 fazem uma homenagem – que integra cultura, arquitetura e um tanto de magia - à etnia germânica. Os imigrantes alemães adotaram a cidade a partir de 1833.
Na área funcionou a leiteria de propriedade da família Schaffer, uma das pioneiras da região do Vista Alegre. Sua influência foi tão forte que o bairro também é conhecido por Jardim Schaffer.
O mirante à base de madeira, com 15 metros de altura, é chamado de Torre dos Filósofos e proporciona visão de Curitiba e dos recortes da Serra do Mar.
O local é dedicado a importantes filósofos alemães, como Immanuel Kant (1724-1804) e Friedrich Nietzche (1884-1900), autor do livro 'Assim falou Zaratustra'.
A criação do Bosque Municipal Alemão foi dada pelo Decreto n.º 575, de 15 de maio de 2001, mesmo ato referente ao Bosque Municipal São Nicolau.
No Caminho do Conto tem destaque uma das histórias infantis mais populares dos irmãos Grimm - a de João e Maria (Hänsel und Gretel, no original), datada de 1812. Os irmãos Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) dedicaram parte de suas vidas a registrar fábulas infantis alemãs.
Entre estes contos de fadas, baseados na tradição oral, transmitidos de geração a geração, está o dos (também) irmãos João e Maria, de fama mundial a partir de meados do século XX.
A história aqui é contada em ordem cronológica por meio de 12 estações, pequenos totens com alguns trechos e ilustração do livro reproduzidos em azulejos, tendo como pano de fundo a vegetação do bosque e os sons de passarinhos e outros pequenos animais.
A Casa Encantada (que também pode ser acessada por passarela de madeira) atrai crianças de todas as idades, não só de Curitiba, e mesmo de visitantes e turistas adultos. Biblioteca municipal, com acervo especializado em literatura infantil, acabou rebatizada pelos seus pequenos frequentadores como Casa da Bruxa.
Isso, desde que passou a ser o lar de 19 bruxinhas – professoras da Rede Municipal de Ensino que vivem estas personagens com vestimenta escura, maquiagem e chapéu pontudo – nas ocasiões em que dramatizam contações de histórias tiradas dos livros infantis.
A programação dessas personagens inclui sábados e domingos e é feita pela Secretaria Municipal da Educação. Na Casa Encantada tem banheiro adaptado.
São muitos e interessantes os atrativos do Bosque Alemão, a partir da reprodução, em escala ampliada, da fachada ornamentada com colunas, portas e janelas, da Casa Mila.
Esta construção é representativa da arquitetura característica dos germânicos e tinha como endereço a Rua Barão do Cerro Azul, no centro da cidade.
A fachada fica na principal rua de acesso ao bosque, a Francisco Schaffer. Neste ponto, entre canteiros de flores, famílias ou grupos se reúnem para algumas horas de convivência, em especial nos finais de semana com sol.
