A história do Passeio Público remonta à sua criação em 1886, em Curitiba, como o primeiro parque e zoológico da cidade, projetado para ser um espaço de lazer e ponto de equilíbrio da área urbana. Originou-se do aproveitamento de um pântano, com projetos de drenagem e paisagismo, e abrigou diversos animais ao longo do tempo, embora espécies de grande porte tenham sido transferidas para o Zoológico Municipal em 1982. O parque, um marco histórico e cultural, preserva elementos como o portão projetado pelo arquiteto francês Joseph Antoine Bova e a Ponte Pensa, e continua sendo um importante centro de lazer, com espaços para aves, eventos culturais e feiras de orgânicos.
Origem e Fundação (1886)
Transformação de um pântano: O local era originalmente um pântano com mosquitos e lama.
Liderança do projeto: O projeto foi liderado pelos "barões do mate", como Francisco Fontana e Wildefonso Pereira Correia, que desapropriaram a chácara de Paulina Hauer para dar início às obras.
Início das obras: As obras, que incluíram nivelamento, drenagem e plantio de espécies, começaram em 1886.
Inauguração: O Passeio Público foi inaugurado em 2 de maio de 1886.
Foi o primeiro zoológico de Curitiba e abrigou diversos animais como felinos, hipopótamos e pinguins, com o registro de animais chegando na década de 1940.
O parque foi o local de instalação da primeira lâmpada elétrica no Paraná.
Em 1909, Maria Aida realizou o primeiro voo solo de balão de uma mulher no Brasil, partindo do Passeio Público.
O parque passou por várias reformas e revitalizações, sendo a mais recente em 2019, que incluiu espaços mais abertos, mais plantas e a modernização de estruturas como o coreto.
Os portões foram projetados pelo arquiteto francês Joseph Antoine Bova, inspirados no Cemitério dos Cães de Paris.
Abriga a Ponte Pensa, local de lançamento do livro "Ilusão" do poeta Emiliano Perneta.
